Vizinhança Solidária

O que é Vizinhança Solidária?

Conjunto de ações que busca, por meio da prevenção primária, melhorar a segurança pública local, incentivando a vizinhança a adotar medidas capazes de prevenir delitos e colaborar com o policiamento.

Qual a importância da prevenção primária?

A prevenção primária é o primeiro degrau no combate à criminalidade. O cidadão conhece e sente diariamente as causas e os efeitos do crime, cuja percepção se torna ferramenta indispensável para orientar as ações de polícia.

Por que participar?

Para reduzir a intolerância social que predomina nas grandes cidades, aproximando os vizinhos um dos outros e, por consequência, resgatar a sensação de segurança na sua região.
Vizinhança Solidaria Casas 2

Como participar?

Conselho de Segurança
O programa é de adesão voluntária. Você deve procurar a Companhia da PM mais próxima ou o Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) do seu bairro. Confira o endereço em: https://www.conseg.sp.gov.br/

Como faço para inserir o meucomércio no programa?

Para receber os benefícios do Programa Vizinhança Solidária, o cidadão deve procurar a Companhia de Polícia Militar mais próxima ou o Conselho Comunitário de Segurança da localidade a fim de preencher o requerimento de análise de vulnerabilidade.
Vizinhança Solidaria Predio

Como funciona o Vizinhança Solidária na prática?

O programa é voluntário e pode ser implantado em ruas de um determinado bairro ou região, ou com identificação de um estabelecimento comercial que tenha obtido o Certificado de Análise de Risco de Vulnerabilidade. Devem ser evitadas ações ou iniciativas isoladas. Lembre-se: a força contra o crime está na união coordenada entre povo e polícia.

Qual o custo?

A vistoria na rua realizada pela Polícia Militar não tem qualquer custo para os proprietários, que arcarão apenas com os eventuais investimentos para melhorar a vulnerabilidade do próprio imóvel ou estabelecimento. A comunidade também poderá apoiar na confecção das placas de segurança do bairro, por meio de patrocínio não oneroso.

Confecção das placas

Placa Vizinhança Solidaria
A placa da Vizinhança Solidária será custeada integralmente pela iniciativa privada ou pelos moradores, refletindo a parceria entre a polícia local e entidades comunitárias. A placa deverá ser confeccionada conforme modelo preestabelecido pela PM e não devem ser afixadas sem obedecer aos critérios da estratégia do policiamento, já que estão atreladas a uma visitação por parte do batalhão ou companhia local, seja por meio de visitas (comunitárias ou solidárias), seja por meio do cartão de prioridade de patrulhamento (CPP).

Como a Polícia Militar participa?

A Polícia monitoras os indicadores criminais na região.

Escolhe os locais para afixação das placas com base nas ferramentas de inteligência policial e de gestão.

Identifica e cria proximidade com as lideranças comunitárias.

Promove reuniões de mobilização com a comunidade organizada, identifica e cria proximidade com as lideranças comunitárias. Também profere palestras sobre Prevenção Primária de Sensibilização.
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Escolhe os locais para afixação das placas com base nas ferramentas de inteligência policial e de gestão.

Visita o tutor seguindo as indicações do Cartão de Prioridade de Policiamento e monitora os indicadores criminais da região.
Tutor: É o cidadão local, líder comunitário na vizinhança solidária, que será instruído pela PM acerca de prevenção primária entre outras ações. É recomendável que o tutor participe das reuniões do CONSEG.
Visita Comunitária: Periodicamente, PMs do programa Vizinhança Solidária e integrantes da comunidade farão contato estreitando relações permitindo que a Instituição conheça os reais problemas de segurança pública para providências e soluções. A visita poderá ser realizada por meio de qualquer Programa de Policiamento instituído pela PM.
Visita Solidária: É o contato do PM com vítima de ocorrência policial, previamente analisada e triada pelo Comandante da área, que orientará acerca das medidas de prevenção primária que poderão ser adotadas a partir de então. O tutor informará previamente os moradores.
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Passo-a-passo para Implementar o

Programa Vizinhança Solidária

Caixa de Correio
1) Realizar um encontro com os vizinhos para adesão ao programa. O tutor deve enviar uma carta convite a todos, se apresentando, explicando o motivo do encontro, com hora e local, e deixando seus dados para contato.
2) Entregar a correspondência em todas as residências da rua. Dica: ao entregar, procure falar com as pessoas e fazer um convite pessoal. Isso aumenta muito a adesão!

ATENÇÃO!

A PM não realiza vistorias em residências, apenas nas ruas. Portanto, não abra a porta para nenhuma pessoa que se identifique como Policial Militar. Caso seja abordado por alguém que se diz “PM”, lembre-se que o policial está sempre devidamente identificado e fardado. Na dúvida, disque 190.
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IMPORTANTE!

Os vizinhos se conhecerem é parte fundamental do processo, pois somente sabendo um pouco da vida dos seus vizinhos será possível identificar situações suspeitas, ou seja, fora do usual, como um carro estranho estacionado ou circulando na vizinhança.
Vizinhança Solidaria vizinhos
Sugestão de conteúdo para o primeiro encontro: os vizinhos devem se apresentar e falar um pouco de si. É apresentado o conceito do Programa; são discutidos os pontos críticos para melhorar a segurança da vizinhança e são definidas algumas questões de operacionalização do grupo, tais como, qual será a frequência das reuniões, como se dará a comunicação entre o grupo, encaminhamentos e voluntários para executar as ações.

Contato com a Polícia Militar

Policial Vizinhança Solidaria
3) Comunicar à Cia da PM na região que naquele local há um grupo de “Vizinhança Solidária”. É possível que um Policial Militar seja designado para participar de uma parte da reunião. Se possível, solicite o número do telefone celular do PM da região para uma comunicação direta. Diante de ações suspeitas, comunique-se diretamente com este PM para que as providências sejam imediatas.

COMUNICAÇÃO DO GRUPO

É importante ter as informações de contato de todas as pessoas da rua e montar um grupo de WhatsApp para facilitar a comunicação.

O tutor deverá determinar o propósito do grupo para evitar assuntos aleatórios e exageros. A ferramenta deve ser utilizada exclusivamente para alertar sobre suspeitos, marcar reuniões, discutir questões relacionadas à zeladoria e acontecimentos de interesse do bairro. É importante definir qual membro neste grupo fará parte do coletivo de representantes da Vizinhança Solidária no bairro.

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DICAS DE SEGURANÇA VIZINHANÇA SOLIDÁRIA

1) Ultrapasse as barreiras da indiferença

Ser um vizinho solidário significa observar tudo que está ao seu redor. Primeiro passo: mantenha contato com o seu vizinho de porta ou de muro. Cadastre os contatos do WhatsApp, telefone de parentes e deixe os seus contatos com ele. Coloque-se a disposição para o que ele precisar. A falta do sentimento de pertencimento faz com que muitas pessoas percam a empatia pelo outro. Muitos moradores sequer sabem o nome do próprio vizinho, que pode ser essencial em casos de urgência.
Barreiras Vizinhança Solidaria

2) O porteiro do prédio e o vigia da rua são seus aliados

Se você mora em prédio, ter uma boa relação com o seu porteiro é fundamental. Saiba o nome de todos eles. Isto aumenta a empatia e favorece a colaboração. Não esqueça que os porteiros podem ser decisivos para proibir a entrada de pessoas estranhas no seu apartamento e para a comunicação de informações importantes para a sua segurança.
Porteiro Vizinhanca solidaria
O mesmo vale para o vigia da rua. Converse com ele pelo menos uma vez por semana e procure se informar sobre o que tem ocorrido de incomum nas redondezas. Eles são os primeiros a verificar carros rondando o bairro, pessoas estranhas procurando informações sobre os moradores, etc. Muitos assaltos podem ser evitados quando os moradores contam com importantes informações passadas pelos vigias.

3) Participe do grupo de moradores no

WhatsApp

Hoje em dia, é mais fácil encontrar pessoas online do que ao vivo. Por isso, explore bastante todas as possibilidades desta revolucionária ferramenta de comunicação. Ao ver o portão de uma casa aberto ou a luz acesa à noite, divulgue no grupo para que todos sejam alertados.
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Os grupos são fundamentais para o compartilhamento de informações em tempo real, não apenas das suspeitas de roubo ou furto, mas também de questões que interessam à segurança de todos, como cheiro de queimado e vazamento de gás provenientes de uma residência. Mas cuidado para não gerar alarmismos e pânico desnecessários. Filtre as informações e atenha-se ao que é relevante para a comunidade.

4) Cuidado com os falsos “prestadores de serviço”

Reporte ao condomínio ou à polícia a existência de pessoas que se dizem prestadores de serviço, mas que não estão devidamente uniformizados ou identificados. É comum que roubos e furtos em condomínios sejam realizados por falsos operadores do serviço de gás, luz, água e telefonia, que utilizam o nome de empresas conhecidas para ingressar nas dependências do condomínio. Exija os dados completos dos funcionários das empresas prestadoras de serviço antes de autorizar a entrada dos mesmos.
Falsos prestadores Vizinhança Solidaria

5) Identifique sinais de perigo no seu bairro

Verifique se no seu bairro existem veículos abandonados, ruas mal iluminadas, vias bloqueadas ou sem sinalização, prédios ou terrenos abandonados, locais de vandalismo e consumo de drogas. Denuncie crimes e sinais de desordem urbana, como pichações e depredação do patrimônio público. Sempre informe as ocorrências às autoridades competentes.
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6) Seja amigável, porém, discreto

Oriente os jardineiros, babás e demais empregados a não fornecerem suas informações pessoais. Muitos infratores da lei se aproximam do funcionário de uma residência para obter informações sobre a rotina dos patrões: querem saber se têm filhos, se costumam viajar no fim de semana, que horas saem, que horas chegam. Seja você mesmo um morador discreto e oriente os seus funcionários a seguirem o mesmo padrão de comportamento. Evite divulgar suas rotinas e dados pessoais nas redes sociais.
Seja amigavel
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7) Atenção aos disfarces mais comuns

Cuidado com falsos Oficiais de Justiça, mulheres “solitárias” pedindo socorro ou acompanhadas de crianças, entregadores de pizza. Faça sempre a comunicação via interfone, nunca pessoalmente.

8) Quando for viajar, informe os seus vizinhos de confiança
e acione a Ronda Programada da PM (se houver no seu bairro)

Os seus vizinhos podem ser os primeiros a identificar uma movimentação estranha dentro e fora da sua residência. Nunca deixe de informá-los quando irá viajar e quando pretende retornar. Caso esteja disponível no seu bairro, acione o serviço da Ronda Programada da PM, um importante aliado para a sua segurança. Trata-se de um patrulhamento específico, realizado durante o período em que o morador estiver ausente. Para solicitar o serviço, basta procurar o posto policial mais próximo de sua residência e preencher a ficha de cadastro.
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9) Instale câmeras de segurança

Atualmente, é possível adquirir câmeras de segurança a um preço acessível. O custo
destes equipamentos pode ser facilmente rateado pelos moradores da sua rua ou condomínio.
É fundamental este controle visual, pois uma imagem pode ser decisiva para prevenir, reprimir ou investigar um crime.
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10) Seja um bom observador

Quando testemunhar um crime, procure identificar peculiaridades físicas dos criminosos e a direção tomada na fuga. Observe características importantes dos infratores da lei e de suspeitos, como a existência de tatuagens, cicatrizes, roupas que usam, tom de voz, sotaques, gestos e formas de se comportar durante a ação criminosa.
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11) Coloque as placas “cão bravo” e “vizinhança solidária” na porta de casa

Mesmo que você não tenha animais em casa, vale a pena criar a sensação de risco para ladrões que cogitarem escalar o muro da sua residência. Uma placa com a mensagem “cão bravo” pode ajudar a inibir uma invasão. A placa da vizinhança solidária, confeccionada pela Polícia Militar, também gera no infrator da lei o receio de invadir uma área vigiada pela comunidade.

12) Conheça os Policiais Militares do seu bairro

É importante que os moradores conheçam os policiais militares que atuam na sua região. Sempre que possível, converse com o policial militar que estiver na patrulha do bairro. Transmita a ele as suas impressões sobre o que pode ser melhorado na segurança pública da região. Informe sobre casos de roubos e furtos que tenham ocorrido na sua vizinhança para que a PM possa identificar padrões de conduta dos criminosos naquela localidade. Trabalhe de forma integrada com as autoridades policiais e públicas. A solução dos problemas do seu bairro dependem da sua participação ativa.
Policial Vizinhança Solidaria
Socorro

13) Certifique-se que os seus filhos sabem pedir socorro

Em situações suspeitas, é fundamental que as crianças saibam o que fazer. Certifique-se que os seus filhos têm decorado, ou sabem onde estão anotados, todos os seus números de telefones, além dos contatos de parentes próximos, vizinhos de confiança, além do 190 e 193. Muitas vezes, as situações mais delicadas ocorrem quando os pais não estão em casa. Um vizinho por ser a pessoa mais próxima para ajudar seus filhos em casos de emergência. Oriente as crianças sobre os problemas e locais perigosos do bairro.

14) Estimule que seus filhos andem acompanhados

Se o seu filho volta a pé da escola, sugira que volte para casa junto com os demais colegas do bairro. Os riscos de assaltos reduzem bastante quando as pessoas andam em grupo. Infratores da lei costumam atacar quem anda só. A chance de resistência é menor e não há testemunhas.
crianças acompanhadas Vizinhança Solidaria
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15) Participe das reuniões de condomínio

Nestes encontros, o morador tem a possibilidade de conhecer as demandas dos vizinhos e expor as suas opiniões. Normalmente, participamos de tantas reuniões no ambiente de trabalho e deixamos de lado as reuniões que envolvem os interesses e questões do nosso lar. Participe das assembleias de condomínio e crie um grupo no WhatsApp para troca de informações.

16) Participe dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs)

A troca de experiências entre vizinhos é fundamental para uma vida com maior participação comunitária. A cada mês, o Conselho Comunitário de Segurança do seu bairro realiza reuniões com a comunidade, polícia e poder público local para que todos possam compartilhar seus incômodos, anseios e inseguranças a respeito do que ocorre no bairro. A sua informação pode ser útil para a Polícia e a sua preocupação pode ser compartilhada por muitos. Saiba como participar dos CONSEGs em www.conseg.sp.gov.br/

TELEFONES ÚTEIS EMERGÊNCIA

Polícia Militar: 190
Bombeiros: 193
Defesa Civil Estadual: 199
Polícia Civil: 197
Disque Denúncia: 181
(garantido o anonimato)

telefone Vizinhança-Solidaria

Conteúdo adquirido da cartilha do Coronel Camilo em: www.vizinhancasolidariaonline.com